segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Nicolau Maquiavel

Pensador florentino, Nicolau Maquiavel escreveu “O príncipe”, texto dedicado a Lourenço de Médici (1449-1492), governador de Florença e personagem importante dessa época, protetor das artes e das letras, mas, também, um ditador. Na sua obra, “ O príncipe”, Maquiavel se propõe a analisar o poder e as condições pelas quais um monarca absoluto - o príncipe - é capaz de conquistar, reinar e manter seu poder.
Como Thomas Morus, Maquiavel acredita que a paz social depende das características pessoais do príncipe - suas virtudes -, das circunstâncias históricas e de fatos que ocorrem independentemente de sua vontade - as oportunidades. Acredita também que do bom exercício da vida política resulta a felicidade do homem e da sociedade. Mas, sendo mais realista do que seus contemporâneos utopistas. Maquiavel faz de O príncipe um manual de ação política, cujo ideal é a conquista e a manutenção do poder. Disserta a respeito das relações que o monarca deve manter com a nobreza, o clero, o povo e seu ministério. Mostra como deve agir o soberano para alcançar e preservar o poder, como manipular a vontade popular e usufruir seus poderes e alianças. Faz uma análise clara das bases em que se assenta o poder político: como assegurar exércitos fiéis e corajosos, como castigar os inimigos, como recompensar os aliados, como destruir, na memória do povo, a imagem dos antigos líderes. Nicolau Maquiavel (1469-1527). Nasceu em Florença, mas fez sua carreira diplomática em diversos países da Europa. De 1502 a 1512 esteve a serviço de Soderini, presidente perpétuo de Florença. Ajudava-o nas decisões políticas, escrevia-lhe discursos e reorganizou o exército florentino. Foi exilado e afastado da vida pública quando Soderini foi destronado por Lourenço de Médici. A partir de então, limitou-se a ensinar e a escrever sobre a arte de governar e guerrear. É considerado o fundador da ciência política e, segundo alguns, nesse campo, ele jamais foi superado.
Suas principais obras são: O príncipe e Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

Texto baseado em Newton Bignotto para se entender a república de Maquiavel.In: Costa, Maria Cristina Castilho.Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2005. pp. 40. 41.


























Pensador florentino, Nicolau Maquiavel escreveu “O príncipe”, texto dedicado a Lourenço de Médici (1449-1492), governador de Florença e personagem importante dessa época, protetor das artes e das letras, mas, também, um ditador. Na sua obra, “ O príncipe”, Maquiavel se propõe a analisar o poder e as condições pelas quais um monarca absoluto - o príncipe - é capaz de conquistar, reinar e manter seu poder.
Como Thomas Morus, Maquiavel acredita que a paz social depende das características pessoais do príncipe - suas virtudes -, das circunstâncias históricas e de fatos que ocorrem independentemente de sua vontade - as oportunidades. Acredita também que do bom exercício da vida política resulta a felicidade do homem e da sociedade. Mas, sendo mais realista do que seus contemporâneos utopistas. Maquiavel faz de O príncipe um manual de ação política, cujo ideal é a conquista e a manutenção do poder. Disserta a respeito das relações que o monarca deve manter com a nobreza, o clero, o povo e seu ministério. Mostra como deve agir o soberano para alcançar e preservar o poder, como manipular a vontade popular e usufruir seus poderes e alianças. Faz uma análise clara das bases em que se assenta o poder político: como assegurar exércitos fiéis e corajosos, como castigar os inimigos, como recompensar os aliados, como destruir, na memória do povo, a imagem dos antigos líderes. Nicolau Maquiavel (1469-1527). Nasceu em Florença, mas fez sua carreira diplomática em diversos países da Europa. De 1502 a 1512 esteve a serviço de Soderini, presidente perpétuo de Florença. Ajudava-o nas decisões políticas, escrevia-lhe discursos e reorganizou o exército florentino. Foi exilado e afastado da vida pública quando Soderini foi destronado por Lourenço de Médici. A partir de então, limitou-se a ensinar e a escrever sobre a arte de governar e guerrear. É considerado o fundador da ciência política e, segundo alguns, nesse campo, ele jamais foi superado.
Suas principais obras são: O príncipe e Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

Texto baseado em Newton Bignotto para se entender a república de Maquiavel.In: Costa, Maria Cristina Castilho.Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2005. pp. 40. 41.

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